O jornalista e escritor Severino Francisco, ao lado da jornalista Dea Barbosa, mergulhou na trajetória de três irmãos piauienses para compor uma obra que é, ao mesmo tempo, biografia e crônica de Brasília. O livro, intitulado “Clodo, Climério e Clésio: A Profissão do sonho de uma posição privilegiada”, foi construído sobre uma base de pesquisa rigorosa e enfrentou, durante sua produção, perdas dolorosas que marcaram profundamente os autores. Os protagonistas dessa história são Clodo, Climério e Clésio, filhos de dona Alice, cujas vidas se entrelaçam com a música e a memória cultural da capital federal. A publicação chega como uma homenagem ao cineasta Vladimir Carvalho, que assina o prefácio e que faleceu durante a realização do projeto.
A saga dos irmãos Ferreira
A narrativa central do livro resgata a saga familiar dos Ferreira, desde suas raízes piauienses até a imersão no cenário artístico de Brasília. Os três irmãos, embora com trajetórias individuais, compartilham o dom da música e uma visão de mundo que ecoa na capital. A fonte não detalhou as circunstâncias específicas de sua vinda para a cidade, mas a obra de Severino Francisco e Dea Barbosa tece os fios dessas histórias com sensibilidade e respeito. Por meio dos relatos, o leitor é convidado a percorrer uma Brasília que se revela nas canções e nas memórias dos biografados.
O título da obra, por si só, já carrega uma carga poética e uma indagação sobre os caminhos que unem talento e oportunidade. A expressão “profissão do sonho” sugere que a música foi, para os Ferreira, um caminho de realização. Dona Alice, a matriarca, aparece como figura central na formação do caráter e do talento dos filhos, embora a fonte não tenha fornecido mais detalhes sobre sua história pessoal.
Pesquisa e parceria na criação
A construção do livro exigiu um mergulho profundo em arquivos, entrevistas e depoimentos. Severino Francisco e Dea Barbosa dedicaram-se a levantar dados, cruzar informações e captar as nuances das personalidades dos irmãos. “A obra foi feita sob muita pesquisa”, destacam os envolvidos, o que garantiu uma narrativa ao mesmo tempo fiel e envolvente. A parceria entre os dois autores foi fundamental para dar consistência ao texto. Embora a fonte não tenha especificado a divisão de tarefas, fica evidente que a colaboração resultou em um trabalho coeso, capaz de equilibrar rigor jornalístico e sensibilidade literária. A pesquisa envolveu a consulta a acervos diversos e a escuta atenta dos que conviveram com os Ferreira, construindo um mosaico de lembranças e dados.
As perdas de Clodo e Vladimir Carvalho
Durante a realização do livro, a equipe enfrentou a dor da perda de dois personagens centrais. Clodo, um dos três irmãos cuja vida é narrada na obra, faleceu antes que o projeto chegasse ao fim. A ausência do músico trouxe um luto incontornável, transformando a escrita também em um ato de memória e saudade. Outro golpe profundo foi a morte do cineasta Vladimir Carvalho, figura emblemática da cultura brasileira e responsável pelo prefácio da publicação. A fonte não detalhou as causas nem as datas desses falecimentos, mas enfatiza que ambos os eventos ocorreram durante o período de produção, conferindo ao livro um caráter póstumo e ainda mais emotivo.
Clodo, cuja voz e talento são celebrados nas páginas, tornou-se uma presença que impulsionou o compromisso dos autores com a veracidade. Já Vladimir Carvalho, que não pôde ver a obra concluída, deixou seu legado nas palavras que abrem o volume, estabelecendo uma ponte entre o cinema e a música que jamais se desfará.
Prefácio: a voz do cineasta
Vladimir Carvalho, em seu texto de abertura, deixou um depoimento que sintetiza a ligação entre a arte dos irmãos e a sua própria trajetória.
“Os meus irmãos Ferreira dizem na música muito do que eu gostaria de dizer no cinema e nem sempre consigo. Ouvindo-os faço com eles uma fabulosa viagem de volta às minhas próprias raízes, nas asas de um doce sentimento conterrâneo.”
Vladimir Carvalho, no prefácio do livro
Essa viagem de volta às raízes, mencionada por Carvalho, ecoa em cada capítulo, transformando a leitura em uma experiência compartilhada de descoberta e nostalgia. A declaração reforça o valor simbólico da obra, que agora carrega também o peso da ausência de seu prefaciador. É, em parte, um testamento afetivo do diretor que tanto contribuiu para o documentário brasileiro e para a memória cultural do país.
Livro como homenagem
Mais do que um registro biográfico, o livro “Clodo, Climério e Clésio: A Profissão do sonho de uma posição privilegiada” assume a condição de tributo. A fonte ressalta que a obra é uma homenagem a Vladimir Carvalho, cujo olhar cinematográfico ecoa na musicalidade dos Ferreira. Assim, o leitor é convidado a percorrer uma narrativa em que a história de Brasília se desenha nas notas musicais e na memória de três irmãos que, com suas vozes e instrumentos, ajudaram a dar cor à identidade local.
A pesquisa rigorosa, a parceria sólida e as perdas sentidas ao longo do caminho transformaram o projeto em algo maior: um documento de resistência e afeto. A publicação, portanto, não é apenas um marco editorial, mas um gesto de amor e gratidão a quem, da música ao cinema, ajudou a construir o imaginário brasiliense. Para os interessados em conhecer a obra, a fonte não forneceu detalhes sobre lançamento ou distribuição, mas sugeriu consultar os canais oficiais dos autores ou da editora. Resta a certeza de que o trabalho de Severino Francisco e Dea Barbosa preserva para as futuras gerações a essência dos irmãos Ferreira e a contribuição deles para a cultura de Brasília.
Perguntas Frequentes
Qual é o título completo do livro que narra a história dos irmãos Clodo, Climério e Clésio?
O título é “Clodo, Climério e Clésio: A Profissão do sonho de uma posição privilegiada”.
Quem escreveu o prefácio do livro sobre os irmãos Ferreira e qual foi sua principal declaração?
O prefácio foi escrito por Vladimir Carvalho, que declarou: “Os meus irmãos Ferreira dizem na música muito do que eu gostaria de dizer no cinema e nem sempre consigo. Ouvindo-os faço com eles uma fabulosa viagem de volta às minhas próprias raízes, nas asas de um doce sentimento conterrâneo.”
A quem o livro “Clodo, Climério e Clésio” presta homenagem?
O livro é uma homenagem a Vladimir Carvalho.








