Europa aprova chip que reverte cegueira parcialmente
Crédito: saude.abril.com.br
Visão

Europa aprova chip que reverte cegueira parcialmente

O implante PRIMA, desenvolvido pela Science Corp., foi aprovado na Europa como o primeiro tratamento para restaurar parcialmente a visão de pessoas com DMRI. O chip de 2 milímetros mostrou ganhos expressivos em estudo clínico.

Um novo capítulo na luta contra a cegueira acaba de ser escrito. O implante ocular PRIMA, desenvolvido pela Science Corp., foi aprovado na Europa. Além disso, ele é o primeiro tratamento capaz de restaurar, ao menos parcialmente, a visão de pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) — a maior causa de cegueira no Brasil e no mundo.

A decisão histórica se baseia em um estudo publicado no New England Journal of Medicine, um dos periódicos médicos mais respeitados. Portanto, a novidade já desperta esperança em milhões de pessoas que sofrem com a perda de visão.

O problema da degeneração macular

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é a principal responsável pela perda de visão em pessoas acima de 50 anos, no Brasil e no mundo. Ou seja, a doença afeta a mácula, região central da retina responsável pela visão nítida e detalhada.

Com o avanço da doença, pode surgir a atrofia geográfica — a pior complicação da DMRI. Consequentemente, essa condição pode levar à cegueira parcial ou total, com impacto profundo na qualidade de vida. Todavia, até recentemente, as opções terapêuticas eram muito limitadas.

Felizmente, os avanços da neuroprótese e da microeletrônica estão abrindo novas perspectivas para quem enfrenta essa doença. Dessa forma, o PRIMA surge como um divisor de águas nesse cenário.

Como funciona o implante PRIMA

O sistema PRIMA é um dispositivo inovador baseado em um chip minúsculo, de apenas 2 milímetros. Além disso, ele é implantado na retina por meio de uma pequena cirurgia, um procedimento minimamente invasivo. Dessa forma, o implante é o primeiro tratamento do gênero a conseguir restaurar, ao menos parcialmente, a visão em pacientes com DMRI — algo que nenhuma outra tecnologia havia alcançado até agora. Diferentemente de outras próteses visuais, o PRIMA foi projetado especificamente para atuar nos danos causados pela atrofia geográfica.

Desenvolvido pela Science Corp., o PRIMA recebeu a aprovação das autoridades regulatórias europeias, abrindo caminho para seu uso clínico. Consequentemente, a expectativa é que o dispositivo possa beneficiar milhões de pessoas que convivem com a perda progressiva da visão.

Resultados promissores no estudo clínico

Detalhes da pesquisa

A aprovação do PRIMA baseia-se em uma pesquisa publicada no New England Journal of Medicine, um dos periódicos médicos mais respeitados do mundo. Além disso, o estudo acompanhou 38 pacientes com atrofia geográfica — a forma mais grave da DMRI — durante um ano. Os participantes não haviam perdido a visão por completo, ou seja, ainda mantinham algum grau de percepção visual.

Principais achados

Durante o estudo, todos os voluntários passaram por exames oftalmológicos convencionais, incluindo os testes de leitura de sequências de letras — os mesmos utilizados rotineiramente em consultórios. Dessa forma, os resultados mostraram melhora expressiva na capacidade de captar letras e outros detalhes do cotidiano, como reconhecer expressões faciais e objetos pequenos.

Em média, o implante permitiu o reconhecimento de 25 letras a mais nas tabelas oftalmológicas. Além disso, oito em cada dez pacientes tiveram ganhos significativos de visão. Sobretudo, e o mais encorajador: esses ganhos ocorreram sem prejuízo da visão natural restante. Consequentemente, na prática, muitos participantes conseguiram ler linhas que antes eram completamente ilegíveis.

Esses números representam um avanço notável na medicina oftalmológica. Portanto, pela primeira vez, uma intervenção conseguiu recuperar parte da visão perdida pela DMRI sem comprometer a visão remanescente.

Disponibilidade no Brasil e nos EUA

Situação atual da aprovação

No entanto, apesar da aprovação europeia, o PRIMA ainda não está disponível globalmente. Além disso, nos Estados Unidos, o dispositivo está sob análise da FDA, a agência regulatória americana, e não há data definida para liberação. Ademais, quanto à chegada ao Brasil, também não há previsão; a fonte não detalhou os motivos ou trâmites necessários.

Consequentemente, a comunidade médica internacional aguarda mais dados de segurança e eficácia em longo prazo, que serão fundamentais para a adoção mais ampla da tecnologia.

Recomendações para pacientes

Especialistas recomendam que pessoas com diagnóstico de DMRI mantenham acompanhamento oftalmológico regular e discutam com seus médicos as opções de tratamento disponíveis. Além disso, é fundamental lembrar que, embora o PRIMA represente uma grande esperança, cada caso deve ser avaliado individualmente. Portanto, antes de considerar qualquer nova tecnologia, consulte sempre um profissional de saúde.

O lançamento do PRIMA marca um momento histórico para a oftalmologia e acende uma luz de esperança para milhões de pessoas. Além disso, a continuidade das pesquisas e os resultados de longo prazo serão determinantes para consolidar essa tecnologia. Assim sendo, por enquanto, o dispositivo já se firma como uma conquista sem precedentes na medicina regenerativa ocular.

Perguntas Frequentes

O que é o implante PRIMA e como ele funciona?

O PRIMA é um sistema baseado em um chip de 2 milímetros, implantado na retina por meio de uma pequena cirurgia. Além disso, desenvolvido pela Science Corp., é o primeiro tratamento capaz de restaurar parcialmente a visão de pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Quais os resultados do estudo clínico do chip PRIMA?

O estudo, publicado no New England Journal of Medicine, acompanhou 38 pacientes com atrofia geográfica (complicação grave da DMRI) durante um ano. Consequentemente, em média, os participantes reconheceram 25 letras a mais nas tabelas oftalmológicas, e oito em cada dez tiveram ganhos significativos de visão, sem prejuízo da visão natural restante.

Quando o chip PRIMA estará disponível no Brasil?

Ainda não há data prevista para a chegada do PRIMA ao Brasil. No entanto, o dispositivo já foi aprovado na Europa e está sob análise da agência regulatória americana (FDA).

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