UnB realiza ato público em memória do advogado Paulo de Tarso
Crédito: Correio Braziliense
Memória

UnB realiza ato público em memória do advogado Paulo de Tarso

A Universidade de Brasília (UnB) e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) organizam um ato público de pedido de desculpas à população brasileira, em reconhecimento às violações de direitos humanos sofridas pelo advogado Paulo de Tarso, ex-aluno da instituição, preso e desaparecido durante a ditadura militar.

UnB e MDHC promovem ato de reparação

A Universidade de Brasília (UnB) e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) organizam um ato público de pedido de desculpas à população brasileira, em reconhecimento às violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar. O evento é dedicado à memória do advogado Paulo de Tarso, ex-estudante de direito da UnB e militante da Ação Libertadora Nacional (ALN). Dessa forma, a cerimônia busca não apenas reparar a família lesada, mas também promover o debate público sobre memória e verdade no Brasil.

Paulo de Tarso foi preso por agentes do Centro de Inteligência do Exército (CIE), em Petrópolis, no dia 12 de julho de 1971. Na época, ele tinha 27 anos e havia concluído a pós-graduação na Universidade de Sorbonne, na França. Quase 45 anos após o desaparecimento, foi considerado morto pela Lei 9.140, de 1995, que reconhece a morte de pessoas detidas por agentes públicos durante a ditadura. Ademais, o museu Memorial da Resistência traz declarações sobre torturas e execução do ex-aluno.

Trajetória acadêmica e militância

Paulo de Tarso era estudante de direito da UnB e militante da ALN, organização de resistência à ditadura militar. Sua formação acadêmica incluiu uma pós-graduação na Universidade de Sorbonne, na França, o que evidencia seu perfil intelectual e engajamento político. Portanto, a escolha da UnB para a realização do ato valoriza a trajetória acadêmica e política do advogado, ressaltando a relevância do debate público sobre memória e verdade no Brasil.

O ato público é uma oportunidade para que a sociedade reflita sobre as violações de direitos humanos ocorridas no período. A UnB, como instituição de ensino, reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e a preservação da memória histórica. O MDHC destaca que a ação visa à reparação de Paulo de Tarso Celestino e da família lesada pela repressão, permitindo o acesso à história vivida pelo advogado e outras vítimas da ditadura militar. Consequentemente, o evento se torna um marco na luta por justiça.

Reconhecimento oficial e memória

A Lei 9.140, de 1995, foi fundamental para que Paulo de Tarso fosse reconhecido oficialmente como morto, quase 45 anos após seu desaparecimento. Essa lei reconhece a morte de pessoas detidas por agentes públicos durante a ditadura, um passo importante para a reparação das famílias. O museu Memorial da Resistência, por sua vez, preserva declarações sobre torturas e execução do ex-aluno, contribuindo para que a história não seja esquecida.

O ato público organizado pela UnB e pelo MDHC é mais um capítulo na luta por memória, verdade e justiça. Ao pedir desculpas à população brasileira, as instituições reconhecem as violações de direitos humanos e buscam reparar, simbolicamente, o sofrimento causado. A escolha da UnB como palco do evento reforça o papel das universidades na promoção dos direitos humanos e na construção de uma sociedade mais justa. Assim sendo, a cerimônia transcende o ato simbólico.

Importância do debate público

O ato público em memória de Paulo de Tarso não se limita a uma cerimônia de reparação. Ele também visa fomentar o debate público sobre memória e verdade no Brasil. A UnB, ao sediar o evento, destaca a relevância de discutir o passado para construir um futuro democrático. O MDHC, por sua vez, reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e a não repetição de violações.

A história de Paulo de Tarso é um exemplo das violações cometidas durante a ditadura militar. Sua trajetória acadêmica e militância política o tornaram alvo da repressão. O ato público, portanto, é uma forma de honrar sua memória e garantir que sua história seja conhecida pelas novas gerações. A UnB e o MDHC, ao organizarem o evento, demonstram que a luta por memória e verdade continua sendo fundamental para a consolidação da democracia no Brasil. Em resumo, a iniciativa reforça a importância da justiça histórica.

Perguntas Frequentes

Quando e onde Paulo de Tarso foi preso?

Paulo de Tarso foi preso por agentes do Centro de Inteligência do Exército (CIE), em Petrópolis, no dia 12 de julho de 1971.

Qual lei reconheceu a morte de Paulo de Tarso e quando?

Quase 45 anos após o desaparecimento, Paulo de Tarso foi considerado morto pela Lei 9.140, de 1995, que reconhece a morte de pessoas detidas por agentes públicos durante a ditadura.

Por que a UnB foi escolhida para o ato público em memória de Paulo de Tarso?

A escolha da UnB valoriza a trajetória acadêmica e política do advogado e ressalta a relevância do debate público sobre memória e verdade no Brasil.

Fonte

Sobre o autor

Equipe Editorial Guia Saúde NaturalEquipe de Pesquisa em Saúde e Bem-estar

Nossa equipe editorial revisa tópicos de saúde e bem-estar com base em pesquisas científicas e fontes médicas confiáveis.