Rato-toupeira-pelado longevidade inspira avanço em pesquisa
Crédito: Um só Planeta
Saúde da Mulher

Longevidade do rato-toupeira-pelado inspira avanço em pesquisa

Pesquisadores da Universidade de Rochester replicaram em camundongos o mecanismo que protege o rato-toupeira-pelado contra câncer e envelhecimento. Os animais modificados viveram mais e com melhor saúde, abrindo caminho para futuras aplicações em humanos.

Um animal que desafia o envelhecimento está inspirando avanços científicos na busca por uma vida mais longa e saudável. Cientistas da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, conseguiram transferir para camundongos um dos mecanismos biológicos associados à longevidade extraordinária do rato-toupeira-pelado. O estudo, publicado na revista Nature, representa um marco ao demonstrar que adaptações evolutivas ligadas à longevidade podem ser transferidas entre mamíferos.

O segredo do rato-toupeira-pelado

O rato-toupeira-pelado é conhecido por sua notável longevidade, podendo viver até 41 anos. Além disso, raramente desenvolve câncer e parece resistir a doenças neurodegenerativas, cardiovasculares e artrite.

Os pesquisadores focaram em um gene ligado à produção de ácido hialurônico de alto peso molecular (HMW-HA). Essa substância é abundante nesses animais e associada à proteção contra câncer, inflamação e doenças relacionadas ao envelhecimento.

Os ratos-toupeira-pelados possuem cerca de dez vezes mais HMW-HA do que humanos e camundongos. Ao remover o composto das células do rato-toupeira-pelado, elas se tornavam mais propensas à formação de tumores.

Transferência do mecanismo para camundongos

A equipe introduziu nos camundongos a versão do rato-toupeira-pelado do gene hyaluronan synthase 2. Os animais modificados passaram a apresentar níveis mais elevados de ácido hialurônico em diferentes tecidos.

Como resultado, demonstraram maior resistência a tumores espontâneos e câncer de pele induzido quimicamente. Além disso, os camundongos envelheceram de forma mais saudável, apresentaram menos inflamação em múltiplos tecidos e mantiveram melhor saúde intestinal.

A redução da inflamação é particularmente relevante porque processos inflamatórios crônicos estão entre as principais marcas biológicas do envelhecimento.

Resultados promissores

Os animais geneticamente modificados viveram mais e apresentaram melhor saúde ao longo da vida. O ganho médio de longevidade foi de cerca de 4,4%.

Os cientistas consideram o estudo um marco por demonstrar que adaptações evolutivas associadas à longevidade podem ser transferidas entre mamíferos.

Vera Gorbunova, uma das autoras, disse: “Levamos dez anos desde a descoberta do HMW-HA no rato-toupeira-pelado até demonstrar que ele melhora a saúde em camundongos. Nosso próximo objetivo é transferir esse benefício para humanos.” Andrei Seluanov é outro autor da pesquisa.

Próximos passos

Os cientistas já testam moléculas capazes de desacelerar a degradação do ácido hialurônico no organismo em estudos pré-clínicos. Embora os resultados sejam animadores, ainda são necessárias mais pesquisas antes de qualquer aplicação em humanos.

Consulte um profissional de saúde para orientações sobre longevidade e bem-estar.

Perguntas Frequentes

Qual foi o ganho médio de longevidade nos camundongos que receberam o gene do rato-toupeira-pelado?

O ganho médio de longevidade foi de cerca de 4,4%.

Qual substância foi o foco da pesquisa e por que ela é importante para a longevidade?

O foco foi no ácido hialurônico de alto peso molecular (HMW-HA), que é abundante em ratos-toupeira-pelados e associado à proteção contra câncer, inflamação e doenças relacionadas ao envelhecimento.

Os camundongos modificados apresentaram alguma melhora na saúde além da longevidade?

Sim, eles envelheceram de forma mais saudável, com menos inflamação em múltiplos tecidos, melhor saúde intestinal e maior resistência a tumores espontâneos e câncer de pele induzido.

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