Um novo estudo publicado na revista EMBO Reports em 27 de abril revela que a obesidade pode deixar marcas no corpo mesmo após o emagrecimento. Conduzida por cientistas da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, a pesquisa acompanhou diferentes grupos ao longo de uma década e indica que células de defesa mantêm uma ‘memória’ do excesso de peso por até 10 anos, o que pode influenciar o risco de doenças.
Memória celular do excesso de peso
Mesmo após a perda de peso, o corpo pode continuar carregando efeitos da obesidade por anos. O estudo indica que as células do sistema imunológico mantêm uma espécie de ‘memória’ do excesso de peso. Os resultados mostram que células de defesa conhecidas como linfócitos T auxiliares passam por alterações duradouras. Essas alterações podem persistir mesmo quando o peso já foi reduzido.
Alterações no sistema imunológico
Os pesquisadores identificaram que essa ‘memória’ afeta funções importantes do sistema imunológico. Entre as funções afetadas está a autofagia, mecanismo responsável por eliminar resíduos dentro das células. Também foi afetada a senescência imunológica, relacionada ao envelhecimento das células de defesa. Na prática, isso significa que o organismo pode continuar funcionando de forma desregulada mesmo após a redução do peso corporal.
Impacto no risco de doenças
O efeito ajuda a explicar por que algumas doenças associadas à obesidade ainda podem surgir ou persistir ao longo do tempo. Mesmo após emagrecer, o histórico de obesidade pode deixar o corpo mais vulnerável a certas condições. Os pesquisadores destacam que o controle contínuo do peso é fundamental para reduzir esses riscos.
Perspectivas de reversão
Segundo os cientistas, a tendência é que essas alterações diminuam com o tempo, desde que o peso seja mantido. “O controle contínuo do peso após o emagrecimento faz com que essa memória desapareça gradualmente, mas isso pode levar vários anos”, ressalta um dos autores. Os pesquisadores afirmam que, no futuro, pode ser possível acelerar a reversão dessas alterações com tratamentos específicos. Entre as possibilidades estão medicamentos já utilizados no controle do diabetes, que podem reduzir a inflamação e ajudar a restaurar o funcionamento do sistema imunológico. Consulte um profissional de saúde antes de considerar qualquer tratamento.
Estratégias de prevenção
Para os autores, entender como o corpo reage ao histórico de obesidade pode contribuir para estratégias mais eficazes de prevenção e acompanhamento. Essas estratégias são especialmente relevantes em doenças metabólicas e outras condições relacionadas ao excesso de peso. A pesquisa reforça a importância do monitoramento contínuo da saúde mesmo após a perda de peso.
Perguntas Frequentes
Quanto tempo as células de defesa mantêm a ‘memória’ da obesidade após o emagrecimento?
Segundo estudo publicado na revista EMBO Reports em 27 de abril, as células de defesa mantêm uma ‘memória’ do excesso de peso por até 10 anos, influenciando o risco de doenças.
Quais funções do sistema imunológico são afetadas pela ‘memória’ da obesidade?
A ‘memória’ da obesidade afeta a autofagia, mecanismo de eliminação de resíduos celulares, e a senescência imunológica, relacionada ao envelhecimento das células de defesa.
Existe tratamento para acelerar a reversão das alterações imunológicas causadas pela obesidade?
Pesquisadores afirmam que, no futuro, medicamentos já usados no controle do diabetes podem reduzir a inflamação e ajudar a restaurar o sistema imunológico, acelerando a reversão dessas alterações.








