Viagra descoberta acidental: remédio para coração virou pílula azul
Crédito: Estadão
Saúde da Mulher

Viagra descoberta acidental: remédio para coração virou pílula azul

O Viagra, famoso medicamento para disfunção erétil, foi descoberto por acaso enquanto cientistas buscavam um remédio para o coração. Aprovado nos EUA e no Brasil em 1998, o fármaco levanta questões sobre uso recreativo e riscos à saúde.

A famosa “pílula azul” é fruto de uma pesquisa experimental para doença cardíaca. O Viagra foi descoberto ‘por engano’ durante estudo de outro medicamento. O remédio para disfunção erétil surgiu a partir de pesquisa de tratamento para doença cardíaca. O Viagra foi aprovado e começou a ser vendido no Brasil em 1998, mesmo ano em que foi aprovado nos Estados Unidos.

Descoberta acidental que mudou a medicina

Nos laboratórios da Pfizer, cientistas investigavam um composto para tratar angina, uma condição cardíaca. Durante os testes, voluntários relataram um efeito colateral inesperado: ereções mais frequentes e duradouras. Essa observação levou ao redirecionamento da pesquisa, resultando no desenvolvimento do citrato de sildenafila, princípio ativo do Viagra. A descoberta acidental transformou a vida de milhões de homens em todo o mundo.

Uso recreativo e riscos psicológicos

O urologista do Hospital Samaritano Paulista, William Rodrigues, pontua que o malefício do uso desses medicamentos em pacientes saudáveis é que, apesar de poder melhorar a capacidade de ereção, há um risco de transformar o medicamento em uma “muleta” quando o uso é recreativo. William Rodrigues alerta que questões psicológicas como ansiedade que podem “travar” a pessoa para ter uma relação sexual devem ser tratadas, mas não com esses remédios. William Rodrigues afirma que a terapia cognitivo-comportamental costuma ser indicada para tratar ansiedade que pode “travar” a pessoa para ter uma relação sexual.

Zylbersztejn avalia que o contexto atual, em que jovens enfrentam dificuldades nas interações sociais e têm fácil acesso a conteúdos pornográficos que criam expectativas irreais sobre o sexo, alimenta um ciclo de frustrações e dependência psicológica do medicamento. O uso recreativo de medicamentos para disfunção erétil por jovens saudáveis não produz efeitos fisiológicos significativos.

Dependência psicológica e efeitos fisiológicos

Segundo especialistas, não há evidências de dependência fisiológica à sildenafila. A sildenafila não provoca síndrome de abstinência nem alterações bioquímicas persistentes. No entanto, a dependência psicológica à sildenafila é uma realidade documentada. Isso significa que, embora o corpo não se torne quimicamente dependente, a mente pode criar uma necessidade do medicamento para o desempenho sexual.

Contraindicações e riscos graves

A sildenafila apresenta uma série de contraindicações e interações medicamentosas relevantes. A combinação de sildenafila com remédios à base de nitrato é particularmente perigosa, já que ambos têm ação vasodilatadora e juntos podem provocar quedas abruptas de pressão arterial. O medicamento é contraindicado para mulheres e para menores de 18 anos.

Em casos menos comuns, o uso de sildenafila pode provocar convulsão, desmaio, alterações da pressão arterial e perda temporária de visão ou audição. Nos casos mais graves, estão descritos infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e morte súbita associados ao uso de sildenafila. Por isso, é essencial consultar um profissional de saúde antes de utilizar o medicamento.

Perguntas Frequentes

Como o Viagra foi descoberto?

O Viagra foi descoberto acidentalmente durante uma pesquisa experimental para tratar doenças cardíacas, quando os cientistas perceberam que o medicamento causava ereções.

Quando o Viagra foi aprovado e começou a ser vendido no Brasil?

O Viagra foi aprovado e começou a ser vendido no Brasil em 1998, mesmo ano em que foi aprovado nos Estados Unidos.

Quais são os riscos do uso recreativo de Viagra por jovens saudáveis?

O uso recreativo não produz efeitos fisiológicos significativos, mas pode criar dependência psicológica, transformando o medicamento em uma ‘muleta’. Além disso, há riscos como convulsão, desmaio, alterações de pressão, perda temporária de visão ou audição, e em casos graves, infarto, AVC e morte súbita.

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