O que é a vigorexia?
A vigorexia, também conhecida como transtorno dismórfico muscular, é uma condição psicológica em que a pessoa se enxerga pequena, fraca ou insuficientemente musculosa, mesmo quando possui um corpo atlético e definido.
O psiquiatra Gustavo Yamin Lopes, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, explica que o problema vai além do gosto por academia. A vigorexia começa quando a percepção corporal distorcida passa a dominar a vida da pessoa, gerando sofrimento e comportamentos obsessivos.
Sinais de alerta
Os principais sinais incluem:
- Sofrimento intenso ao perder um treino
- Comparação constante com outras pessoas
- Checagem frequente do corpo no espelho
- Sensação persistente de nunca estar “grande” o suficiente
Esses comportamentos indicam que a relação com o exercício deixou de ser saudável e passou a gerar culpa e ansiedade.
O cardiologista Felix Ramires, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, destaca que a vigorexia pode levar a pessoa a reorganizar toda a vida em função do corpo, abrindo mão de eventos sociais, compromissos profissionais e lazer para não perder um treino ou fugir da dieta.
Quando o exercício vira problema
Especialistas reforçam que a atividade física é fundamental para a saúde, mas o problema surge quando o treino deixa de ser uma escolha saudável e passa a gerar culpa, ansiedade e prejuízo em outras áreas da vida.
Segundo Lopes, uma pergunta simples ajuda a identificar o exagero: “A atividade física está ampliando a vida da pessoa ou ela passou a organizar toda a vida em função do treino?” Se a resposta for a segunda opção, é importante buscar ajuda profissional.
A vigorexia não é apenas uma fase de dedicação aos exercícios, mas um transtorno que pode trazer consequências graves para a saúde física e mental.
Riscos do uso de anabolizantes
A busca incessante por músculos pode aumentar o risco do uso inadequado de anabolizantes e hormônios. Embora nem toda pessoa com vigorexia utilize essas substâncias, especialistas afirmam que o transtorno pode favorecer esse comportamento.
Ramires alerta que o uso excessivo de testosterona e outros anabolizantes pode causar alterações importantes no coração. “Essas substâncias ajudam a aumentar a massa muscular, mas também podem aumentar a espessura do músculo cardíaco e elevar o risco de complicações graves”, explica.
O uso de anabolizantes sem acompanhamento médico pode levar a problemas como hipertensão, arritmias, infarto e até morte súbita. Por isso, é essencial consultar um profissional de saúde antes de considerar o uso dessas substâncias.
Tratamento e caminhos para a recuperação
O tratamento da vigorexia envolve acompanhamento multidisciplinar, com psiquiatria, psicoterapia e suporte médico. O objetivo não é afastar a pessoa da atividade física, mas reconstruir uma relação mais saudável com o corpo e reduzir o sofrimento associado à autoimagem.
A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, pode ajudar a modificar pensamentos distorcidos sobre o corpo e a autoestima. Além disso, o suporte de nutricionistas e educadores físicos auxilia na criação de uma rotina de exercícios equilibrada, que priorize a saúde em vez da estética.
Consulte um profissional de saúde para orientações individualizadas.
Perguntas Frequentes
O que é vigorexia e quais são seus principais sintomas?
A vigorexia, ou transtorno dismórfico muscular, faz a pessoa se enxergar pequena ou fraca mesmo com corpo musculoso. Os principais sinais incluem sofrimento intenso ao perder treinos, comparação constante, checagem frequente no espelho e sensação de nunca estar ‘grande’ o suficiente.
Como saber se o excesso de exercício é um problema psicológico?
Segundo o psiquiatra Gustavo Yamin Lopes, uma pergunta simples ajuda: ‘A atividade física está ampliando a vida da pessoa ou ela passou a organizar toda a vida em função do treino?’ Quando o treino gera culpa, ansiedade e prejuízo em outras áreas, pode indicar vigorexia.
Quais os riscos do uso de anabolizantes associados à vigorexia?
A busca incessante por músculos pode aumentar o risco de uso inadequado de anabolizantes. O cardiologista Felix Ramires alerta que o excesso de testosterona pode aumentar a espessura do músculo cardíaco e elevar o risco de complicações graves no coração.








