Estreia em Brasília reflete sobre memória
O monólogo “Espiraldemí” estreia em Brasília neste fim de semana, trazendo uma profunda reflexão sobre memória e identidade. A peça ocupa o Espaço Pé Direito, na Vila Telebrasília, e propõe uma releitura da formação do Brasil a partir de perspectivas afrodiaspóricas. As apresentações acontecem no sábado (8/8) e no domingo (9/8), sempre às 19h. Com entrada gratuita, o espetáculo convida o público a mergulhar em uma narrativa que entrelaça traumas históricos e mecanismos de apagamento da memória coletiva.
A dramaturgia foi publicada pela Editora Minimalismos e está disponível para aquisição. Dessa forma, as reflexões propostas pelo texto chegam a um público ainda maior, permitindo que a obra seja apreciada também fora do ambiente cênico. A publicação reforça o caráter educativo do trabalho de Mazindandú, que é também educador.
Informações práticas para o público
As sessões de “Espiraldemí” ocorrem no Espaço Pé Direito, na Vila Telebrasília. Os ingressos são gratuitos, mas é necessário fazer a retirada antecipada pela plataforma Sympla. Dessa forma, o público garante o acesso às duas únicas apresentações, que acontecem no sábado e no domingo. A produção não detalhou a lotação do espaço, mas recomenda que os interessados garantam seus ingressos o quanto antes.
O criador e a obra publicada
O espetáculo é uma criação do artista, dramaturgo e educador Likidah Mazindandú. Ele constrói “Espiraldemí” como um monólogo que questiona as narrativas oficiais do país. Sua atuação como educador se reflete na capacidade da obra de provocar reflexão e diálogo com o público. A dramaturgia, publicada pela Editora Minimalismos, amplia o alcance dessas discussões para além do palco.
Com a publicação, a peça se consolida como um material de relevância artística e social. Aqueles que não puderem comparecer às apresentações em Brasília podem ter acesso ao texto e, assim, mergulhar na proposta do autor. A disponibilidade da obra pela Minimalismos facilita a sua difusão por todo o país.
Direção e linguagem cênica inovadora
A direção do espetáculo é assinada por Diadorim Silva e Letícia Medeiros. A concepção cênica aproxima ancestralidade e tecnologia, criando um ambiente onde o passado e o futuro se encontram. A encenação apresenta um diálogo entre o humano e o robótico, elemento que serve como metáfora para discutir os traumas históricos do Brasil. Essa combinação de elementos tradicionais e contemporâneos oferece uma experiência imersiva e provocativa.
A escolha de mesclar o ancestral com o tecnológico não é aleatória: ela reflete a própria temática da obra, que busca conectar as raízes africanas com as questões contemporâneas da identidade brasileira. O público é convidado a transitar por esses dois mundos, muitas vezes percebendo como o apagamento da memória é construído socialmente.
Temas: traumas, memória e resistência
Diadorim Silva destaca que “Espiraldemí apresenta um encontro entre o humano e o robótico, onde o esquecimento é vendido como remédio e o progresso é pintado de branco”. A frase evidencia a crítica da obra às formas como a história é contada e manipulada. O espetáculo discute os mecanismos de apagamento da memória coletiva, especialmente aqueles que afetam as populações afrodiaspóricas. Ao trazer essas questões para o palco, a peça busca despertar a consciência do público.
A peça convida o público a romper o silêncio e encarar o reflexo de um solo sagrado, mas roubado. Esse chamado à ação é um dos pontos altos da dramaturgia, que não se contenta apenas em denunciar as injustiças, mas também em inspirar mudanças. Ao longo da encenação, os espectadores são levados a questionar sua própria relação com a memória e a identidade nacional. A experiência se torna, assim, um ato de resistência cultural.
Acessibilidade e inclusão cultural
“Espiraldemí” conta com recursos de acessibilidade para garantir que todos possam apreciar a obra. Todas as sessões têm interpretação em Libras, atendendo à comunidade surda. Além disso, no dia 9 de agosto, será oferecida audiodescrição para pessoas cegas e com baixa visão. Essas iniciativas demonstram o compromisso da produção com a inclusão e a democratização do acesso à cultura.
A acessibilidade é um pilar fundamental para que a arte cumpra seu papel social. Ao oferecer Libras e audiodescrição, o espetáculo amplia seu alcance e permite que mais pessoas se envolvam com as discussões propostas. A produção reafirma, assim, a importância de políticas culturais inclusivas.
Apoio do FAC-DF viabiliza o projeto
O espetáculo é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). Esse apoio viabiliza a montagem e as apresentações gratuitas, reforçando a importância das políticas públicas de incentivo à produção artística local. Com o suporte do FAC-DF, “Espiraldemí” chega a Brasília como um convite à reflexão e à transformação social.
O investimento do FAC-DF demonstra o reconhecimento da relevância de projetos que abordam a memória e a identidade brasileira sob novas perspectivas. A iniciativa também fortalece a cena cultural do Distrito Federal, impulsionando artistas e produtores locais.
Perguntas Frequentes
O que é o monólogo “Espiraldemí” e qual sua temática?
É um espetáculo que propõe uma releitura da formação do Brasil a partir de perspectivas afrodiaspóricas, refletindo sobre memória e identidade. A encenação discute traumas históricos e o apagamento da memória coletiva, em um diálogo entre o humano e o robótico.
Quando e onde acontece a estreia de “Espiraldemí” em Brasília e como conseguir ingressos?
As apresentações ocorrem no sábado (8/8) e domingo (9/8), às 19h, no Espaço Pé Direito, Vila Telebrasília. Os ingressos são gratuitos, mediante retirada antecipada pela plataforma Sympla.
O espetáculo “Espiraldemí” oferece acessibilidade para pessoas com deficiência?
Sim, todas as sessões têm interpretação em Libras. No dia 9 de agosto, a sessão também contará com audiodescrição para pessoas cegas e com baixa visão.








