Anvisa avaliará 8 canetas emagrecedoras até dezembro
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Emagrecimento

Anvisa avaliará 8 canetas emagrecedoras até dezembro

A Anvisa anunciou a expectativa de analisar, até dezembro, mais oito canetas genéricas de análogos ao GLP-1. Uma delas deve ser aprovada ainda em agosto. Os produtos são indicados para o tratamento de diabetes, mas despertam interesse por seus efeitos na perda de peso.

O Brasil pode ganhar oito novas opções de canetas análogas ao GLP-1 até o fim de 2025, conforme previsão divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A informação foi confirmada pelo diretor-presidente do órgão, Leandro Safatle, durante um almoço com jornalistas, realizado nesta terça-feira, 4 de agosto. Na ocasião, Safatle afirmou que “a Anvisa está fazendo a sua parte” para acelerar a disponibilização desses medicamentos genéricos, que compartilham os mesmos princípios-ativos de fármacos consagrados como Ozempic, Wegovy e Saxenda. O anúncio ocorre em um contexto de forte demanda por esses produtos, tanto para o controle do diabetes quanto para fins de emagrecimento, embora o registro oficial seja exclusivamente para o tratamento da doença.

De acordo com a agência, uma das fórmulas deve obter o registro ainda neste mês de agosto, enquanto as restantes serão analisadas até o mês de dezembro. A expectativa é que esses produtos ampliem significativamente o leque de terapias para diabetes no mercado nacional, que já se destaca pela variedade de alternativas.

Brasil na vanguarda das canetas de GLP-1

Segundo a própria Anvisa, o Brasil é atualmente o país com o maior número de opções de canetas análogas ao GLP-1 disponíveis para a população. Esses dispositivos são formulados à base de semaglutida e liraglutida, substâncias que imitam o hormônio GLP-1, auxiliando no controle da glicemia em pacientes diabéticos. Embora muitas pessoas associem esses medicamentos ao emagrecimento, é crucial esclarecer que o registro concedido pela agência é voltado exclusivamente para o tratamento do diabetes, e não da obesidade.

A popularidade dessas canetas como “emagrecedoras” decorre do efeito colateral de redução de peso observado em estudos clínicos. Contudo, a prescrição para essa finalidade permanece off-label e deve ser rigorosamente avaliada por um profissional de saúde. A fonte não detalhou se há perspectiva de futuras indicações para perda de peso.

Chamada pública impulsionou registros

O cenário atual é resultado de uma chamada pública lançada pela Anvisa em agosto de 2025, com o objetivo de incentivar a produção de versões genéricas desses medicamentos. Desde então, 24 pedidos de registro foram submetidos à agência. Do total, seis já foram deferidos, ou seja, aprovados, e cinco foram indeferidos, o que significa que não atenderam aos requisitos necessários. A fonte não detalhou os critérios específicos adotados para deferir ou indeferir os pedidos. Atualmente, outras sete canetas permanecem em processo de análise, conforme informado pela agência.

Entre as que ainda aguardam uma decisão, uma delas tem sua aprovação prevista para agosto, conforme mencionado, e outras cinco estão programadas para serem apreciadas ao longo do segundo semestre. A Anvisa não informou quantas das canetas já aprovadas estão efetivamente no mercado, mas os números indicam um ritmo acelerado de avaliações. O número de indeferimentos demonstra o rigor da agência na avaliação dos dados de segurança e eficácia.

Origem nacional com fabricação na Índia

Um aspecto relevante é que a maioria das canetas submetidas à Anvisa pertence a empresas brasileiras. No entanto, a produção física de muitos desses itens ocorre na Índia, uma nação reconhecida por sua robusta indústria de genéricos. Esse modelo de negócio se baseia na transferência de tecnologia, na qual os laboratórios adquirem o conhecimento e os insumos para comercializar os produtos com suas marcas no Brasil.

Tal estratégia tem o potencial de reduzir custos e ampliar o acesso dos pacientes a tratamentos modernos. A fonte, porém, não divulgou os nomes das empresas envolvidas nem os valores exatos dos investimentos relacionados.

Calendário de aprovações até dezembro

Com a aprovação de uma das canetas prevista para este mês, as restantes sete seguirão sob análise. De acordo com o cronograma, cinco dessas serão apreciadas especificamente no segundo semestre, que se estende até dezembro. A agência não especificou se as outras duas já têm data definida, mas garantiu que todos os processos estarão finalizados até o final do ano.

O movimento representa um passo importante para a diversificação terapêutica no país, ao mesmo tempo que reforça o papel da Anvisa como órgão fiscalizador comprometido com a celeridade e a segurança. Com a previsão de mais aprovações, o cenário deve se tornar ainda mais competitivo, beneficiando os pacientes que dependem desses medicamentos para o controle glicêmico. Pacientes interessados nesses medicamentos devem buscar orientação médica antes de qualquer decisão de tratamento, pois somente um profissional pode avaliar a adequação e os riscos.

Perguntas Frequentes

Quantas canetas genéricas análogas ao GLP-1 a Anvisa pretende analisar até o fim do ano?

A Anvisa espera analisar oito canetas genéricas até o fim do ano, sendo que uma deve ser aprovada em agosto e as demais até dezembro.

As canetas aprovadas pela Anvisa são para emagrecimento?

Não, as canetas aprovadas são para o tratamento de diabetes, e não de obesidade.

Quais substâncias são usadas nessas canetas genéricas?

Elas são à base de semaglutida e liraglutida, os mesmos princípios ativos do Ozempic, Wegovy e Saxenda.

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