Apneia do sono e demência: estudo revela riscos após 40 anos
Crédito: O Globo
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Apneia do sono e demência: estudo revela riscos após 40 anos

Um estudo publicado na revista Alzheimer's & Dementia associou a apneia obstrutiva do sono a problemas de memória e maior risco de demência em pessoas com mais de 40 anos. Participantes com apneia não tratada apresentaram pior desempenho cognitivo, enquanto o tratamento mostrou benefícios.

O que a pesquisa revela

Um estudo publicado na revista científica Alzheimer’s & Dementia associou a apneia do sono a problemas de memória e maior risco de demência depois dos 40 anos. A pesquisa analisou mais de 2 mil participantes com idades entre 40 e 70 anos, comparando o desempenho cognitivo e os fatores de risco para demência entre indivíduos com e sem apneia obstrutiva do sono (AOS).

Os resultados indicam que aqueles com AOS apresentaram pior desempenho de memória do que os sem a condição, especialmente entre os que não receberam tratamento. O trabalho reforça a importância de diagnosticar e tratar a apneia do sono precocemente.

Impacto na memória e cognição

Dentre os mais de 2 mil participantes, aqueles com apneia obstrutiva do sono apresentaram pior desempenho de memória. O pior desempenho foi observado principalmente entre os indivíduos com AOS não tratada. Por outro lado, aqueles que receberam tratamento tiveram desempenho semelhante aos participantes sem a condição, sugerindo que a intervenção pode reverter ou minimizar os déficits cognitivos.

Os resultados também apontaram que aqueles com apneia obstrutiva do sono apresentavam maior incidência de fatores de risco para demência e comorbidades já anteriormente ligadas à AOS, como a obesidade. A obesidade é um fator de risco conhecido tanto para a apneia do sono quanto para o declínio cognitivo, criando um ciclo que pode acelerar o desenvolvimento de demência.

Sinais clínicos e diagnóstico

Os sinais clínicos da apneia obstrutiva do sono incluem:

  • Ronco alto
  • Pausas respiratórias observadas pelo parceiro de cama
  • Sono não reparador
  • Sonolência diurna excessiva
  • Dores de cabeça matinais
  • Irritabilidade

Muitas pessoas desconhecem que têm a condição, pois os sintomas noturnos podem passar despercebidos. O diagnóstico é feito por meio de um exame chamado polissonografia, que monitora a respiração, os níveis de oxigênio e os padrões de sono durante a noite. É recomendado procurar imediatamente um médico especialista após a observação dos sintomas.

Tratamento e prevenção

É primordial que os pacientes façam modificações nos fatores de risco. As modificações incluem:

  • Evitar totalmente o consumo de álcool e sedativos
  • Perda de peso
  • Dormir lateralmente
  • Elevar a cabeceira da cama

O álcool e os sedativos relaxam os músculos da garganta, agravando a apneia. Dormir de lado ajuda a manter as vias aéreas abertas, enquanto elevar a cabeceira reduz o colapso das vias aéreas. Além disso, o tratamento padrão para apneia moderada a grave é o uso de CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas), que mantém as vias aéreas abertas durante o sono. Dispositivos orais e cirurgias também podem ser opções em casos específicos. Consulte um profissional de saúde para avaliar a melhor abordagem para o seu caso.

Recomendações finais

O estudo reforça a importância de reconhecer a apneia do sono como um fator de risco modificável para demência. Pessoas acima de 40 anos com sintomas sugestivos devem buscar avaliação médica. A adoção de hábitos saudáveis, como manter um peso adequado e evitar álcool antes de dormir, pode fazer diferença. A pesquisa foi publicada na Alzheimer’s & Dementia e traz evidências robustas para orientar políticas de saúde pública e práticas clínicas.

Em resumo, a apneia obstrutiva do sono não tratada está associada a pior memória e maior risco de demência após os 40 anos. O tratamento, no entanto, pode normalizar o desempenho cognitivo. Cuide do seu sono para proteger sua memória e sua saúde cerebral a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Apneia do sono aumenta o risco de demência depois dos 40 anos?

Sim, um estudo publicado na revista Alzheimer’s & Dementia associou a apneia obstrutiva do sono a maior risco de demência e problemas de memória em pessoas com mais de 40 anos.

Qual foi o desempenho de memória de pessoas com apneia do sono não tratada no estudo?

Entre os mais de 2 mil participantes, aqueles com apneia obstrutiva do sono não tratada apresentaram pior desempenho de memória, enquanto os que receberam tratamento tiveram desempenho semelhante aos sem a condição.

Quais modificações de fatores de risco são recomendadas para pacientes com apneia do sono?

As modificações incluem evitar totalmente álcool e sedativos, perda de peso, dormir lateralmente e com a cabeceira da cama elevada, além de procurar imediatamente um médico especialista.

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